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Das
montanhas
Subir
a montanha, ver o horizonte
deixa
uma alma em estado de graça
ficar
ali e esperar o sol, até
que aponte,
ver
quando o dia vem e a noite
abraça.
A
visão, de tão
bonita os olhos embaça
ao
se olhar a natureza ali, defronte
Subir
a montanha, ver o horizonte
deixa
uma alma em estado de graça
Ver
o rio lá embaixo, brilhar
sob a ponte,
as
chaminés brincando
de soltar fumaça,
falar
do que sinto, por mais que
eu conte
nunca
exprimirá o quanto
me congraça
subir
a montanha, ver o horizonte...
Autor:
Denise Severgnini
BORBOLETAS IRREQUIETAS
Foram
as flores acordar
ovos
em suas corolas...
E
de cores encher o ar
crisálidas
espanholas...
Hoje
o dia é amarelo...
Voam
borboletas inquietas,
efêmeras,
fugindo do pesadelo...
Deixam
no jardim saudade,
lembrança
de passagem fugaz,
de
um ser em liberdade,
beleza
de um momento vivaz...
Autor:
Denise Severgnini
Na Janela Aberta...
Diante
do olhar
Descortinam-se
formas
Erigidas
aos céus,
Majestosos
coqueiros
Quebram
as normas
Crescendo
no verde, altaneiros
No
colmo ereto,
Eleva-se
trepadeira,
Atando-se
liames amarelados
Num
composé cor da bandeira
Da
janela aberta, observo
O
prodígio da natureza
Que
de graça, exibe beleza
Autor:
Denise Severgnini
CREPÚSCULO DA TARDE
O
badalar dos sinos
Ressoa
através das campinas.
O
farfalhar da relva dá
lugar
Ao
murmúrio dos grilos
anunciando
A
noite que se aproxima.
Um
gavião corta os céus,
apressado...
Ao
seu ninho retornar.
A
passarada chega barulhenta
À
velha figueira, abrigo noturno,
Protetor
contra o sereno que vem.
Tamanha
algazarra invade o local...
Nada
mais se ouve até o
momento
Que
as irrequietas criaturinhas
Acomodam-se
finalmente.
Uma
fumacinha branca, ao longe...
Foge
de uma solitária chaminé...
O
trabalhador cansado retorna
Ao
lar, em busca de paz.
Sua
labuta diária já
garantiu
O
pão nosso de cada dia.
Tudo
se aquieta...
A
musicalidade do dia cessa.
Um
profundo silêncio desce
Sobre
este pequeno mundo.
Autor:
Jorge Manuel Varela
CENAS DE OUTONO
Vento
frio venta.
Chuva
fina cai.
Folhas
douradas voam.
Folha
amarela desliza.
Árvores
nuas tremem.
Fruto
saboroso amadurece.
Menina
bonita dança.
Eu
inerte renasço.
Tu
verdadeira ressurges.
Vida
feliz prossegue.
Autor:
Denise Severgnini
ROMANTIQUE
Tome
uma flor entre teus dedos
Aspire
o perfume que dela exala
É
meu amor que por ti se abala
Em
disparada e sem segredos
Diz
: _ Eu te amo!
Autor:
Denise Severgnini
Ilusão
Não
precisas ver?
Ou
não queres ver?
Pois,
da fantasia mágica
do que não se vê,
apenas sentes no desejo de
poder ter o que não
se teve,
Crias
o inimaginável!
O
que não poderás
realizar.
O
que te basta?
Sensações
difusas de imagens criadas
ao acaso da emoção...
Ah!Coração
cansado
Ah!
Coração quer
não pode mais sentir,
Iminência
da falência!
O
que pode ficar?
O
que se pode ver?
O
possível de ser suportável?
Autor:
Maria Cristina Barros
Desvendando
O
que posso esperar?
Nada!
Nada
há a construir,
Nada
há o que insistir
Apenas
deixar que a onda, que hoje
me cobre,
Dê-me
fôlego para levantar
e acreditar que um dia poderei
acompanha-la.
Julgar
que posso obter da pedra,
água para saciar minha
cede, é fantasia!
Nada
mais posso fazer, dar ou oferecer!
A
vida parece que se esvair
e eu só acompanhando...
Vida,
Vida,
vida...
Em
cada pessoa que vejo, em cada
alma que encontro.
Alma?
Vejo
o que quero ver, mas não
deveria, pois que insistentemente
teimo em enxergar!
No
que me tornei?
No
que te tornastes?
E
o passado que faz a história?
O
que fizemos e estamos fazendo
conosco?
Autor:
Maria Cristina Barros
Se eu partir
Se
eu partir...
quero
voar
nas
asas de teus braços,
mar!
Ilha
não quero ficar!
Quero
ver o despontar
no
dia do teu olhar!
Quero
contigo crescer,
vogar,
adejar, pairar
como
uma estrela
de
milhares que entrevejo
quando
me queres amar!
Se
eu partir, quero chegar
a
um mundo maior
onde
seja lei querer
escutar,
unir,
cativar!
Autor:
Maria Petronilho
ROSAS AMARELAS
Rosas
amarelas
Tão
belas
Parecem
estrelas
No
céu de anil
Gosto
de vê-las
Ali,
singelas
Ao
abri minhas janelas
São
lindas, calmas
Tão
puras
Dão
amizade especial
Nada
dizem, só perfumam
Rosas
amarelas
Tão
belas
Dão
alegria ao meu olhar
Fazem-me
sonhar
Crer
na bondade
Sem
falsidade
Nada
pedem
Só
perfumam
São
amigas, companheiras
Não
maldizem
Espinham
Quem
as maltratam
Rosas
amarelas
Tão
belas
Querem
água, adubo, carinho
Florescem
de mansinho
Rosas
amarelas
Tão
belas...tão sinceras!
Autor:
Denise Severgnini
SORRISO NA FLOR
A
margarida deu-me bom dia
Que
alegria, eu senti
Uma
flor tão singela, para
mim sorri
Pétalas
brancas, ao sol desfraldadas
A
saudar a temperatura que se
descortina
No
centro, um amarelo-ouro
De
viva intensidade
Demonstrando
que a flor
Exala
felicidade
Na
singeleza do sorriso
Estampado
na rica flor
Fica
em mim a certeza
De
que tudo o que preciso
É
semear muito mais amor!
Autor
Desconhecido
SEPARAÇÃO
Separada
de ti,
Te
enxergo!
Me
falta!
Junto
de ti,
Tranqüilizo-me,
Mas
rompe-se uma ameaça
da falta...
Separada
de ti,
Busco
encontrar-me...
Fora
de ti,
Identifico-me,
onde não te vejo,
Onde
há a falta.
Junto
de ti,
Fantasio
a complementaridade.
Não
há!
Sei
que só posso identificar-me
na falta,
Na
ausência,
Separada...
Mas
como, se separada, anteriormente,
me perdi!
Acreditei
que somente junto, unida,
como a um só, poderia
existir...
Alguém
então disse-me que
somos diferentes,
Que
não posso lidar com
as diferenças,
Aceitá-las,
Compreendê-las,
E,
existir...
Como?
Derrepente,
Vendo-me
afastada de ti,
Na
falta de ti,
Existo!
Sem
que eu tenha que entrar em
pânico...
Será
então este o caminho?
Ora
junto de ti, ora afastada?
No
lugar que me perdi, era onde
deveria me achar...
Estranho
tal sentir,
Estranho
tal pensar...
Ainda
me é estranho!
Autor:
Maria Cristina Barros
VOCÊ
Você
perdeu os sonhos de amar,
A
paixão que nos move
a fazer do impossível
o possível!
Perdeu
o encanto da entrega, buscando
dominar a emoção!
Pena!
Pena
levar a vida;
Sem
sonhos de amor,
Sem
paixão pelo corpo,
Sem
a entrega ingênua e
sensual...
As
emoções nem
sempre podem ser controladas,
e, por isso, te assustam,
Não
podem ser, no real, concretizadas.
São
emoções, e por
isso devem ser sentidas!
Simplesmente
sentidas!
Temos
que antes de mais nada, nos
apaixonar por nós mesmos,
e, não querer, por
meio de palavras, fazer-nos
ser apaixonados,
Isto,
está no outro.
O
outro se apaixona e daí,
você " se entrega"
a paixão do outro ...
Não
há magia,
Não
há fantasia,
Não
há...
Autor:
Maria Cristina Barros
Cláustros de silêncios
Há
claustros nas minha horas
em
que vagueio silêncios
aqueles
onde me escuto
e
em nitidez me vejo
e
em maior clareza penso
meus
escuros olhos remoço
vivo
no tempo absoluto
onde
me acho e me amo.
o
meu tímido sorriso
dulcifica-me
o rosto
todas
as tristezas esqueço
ao
vaguear, no meu claustro.
Autor
Desconhecido
HÁ ESPERANÇA
NA RUA
Um
verde esmeralda tinge a paisagem
Até
onde minha visão tenta
alcançar
São
muitos quilômetros,
imensurável metragem
De
total beleza e maravilhas
a olhar
É
uma rua tão linda
De
felicidade mil
Ela
não existe ainda
É
feita a quem não cometa
ardil
Esta
rua infinita e de lembrança
Vive
na eternidade
Daqueles
que buscam a felicidade
E
nunca perdem a esperança.
Autor:
Denise Severgnini
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