|
Natal...
Natal...
vida, sentimentos belos,
Natal... uma ruptura com o
apartheid social.
Queira os humanos sentir o
pulsar do Natal;
Quisera a raça humana
ouvir o coral desse Natal!
Sair do casulo;
Reconstruir, construir, limpar
o sacrário!
Momento oportuno de nascimento
e renascimento;
De percorrer a trilha, rumo
ao Cristo.
Pensar que não se encontra
Cristo
Nem participa do seu nascimento
Quem não tem o ser
humano como "projeto
divino".
Não há Natal
com fome,
Não há natal
com corrupção,
Não há Natal
com concentração.
Mas surge uma esperança...
A estrela brilha bem longe!
Uma multidão se encontra
A raça humana louva,
e
Você se fez presente!
Autor:
Maria Lúcia Ribeiro
da Silva
Feliz
Natal
Neste
Natal que se anuncia,
Rogamos com fé a Deus,
Que encha o nosso coração
de amor.
E
que o nosso coração
tenha o espírito de
paz...
de bondade...
e de compreensão...
de irmandade...
de caridade...
e de multiplicação...
E
que dele emane o mais puro
sentimento...
revestido com um agradável
aroma...
de sabedoria...
de vitória...
de alívio...
de esperança...
de crença...
Que
o nosso coração
seja potente...
De induzir o amor entre as
pessoas...
De sermos de natureza tão
forte...
Para vencermos as tribulações
da vida...
Para
vermos e compreendermos a
luz divina...
Que faz a luz do dia...
Que dissipa as trevas...
Que cria a beleza...
Com toda a harmonia...
Com toda a alegria...
Que dá sentido à
vida...
Que faz tudo isso com amor...
Autor:
Everaldo Cerqueira
Meu desejo de Natal
É
natal.
E eu queria ser quem não
sou,
Ter o que não tenho,
Conhecer quem não conheço,
Amar quem não amei,
Sonhar como não sonhei,
Presentear quem não
presenteei.
Eu queria ser o que não
sou,
Não é ser rico,
mas sim, respeitado,
Queria ter o que não
tenho,
Não é ter dinheiro,
mas sim, amigos,
Conhecer quem não conheço,
Não é conhecer
pessoas ricas,
Mas, sim, pessoas ricas e
honestas,
Amar quem não amei,
Não é amar os
orgulhosos,
Mas, sim, quem me ama,
Sonhar como não sonhei,
Não é sonhar
com a riqueza,
Mas, sim, com as coisas boas,
Presentear quem não
presenteei,
Não é dar presentes
caros,
Mas, sim, dar alegria a quem
não tem.
Autor:
Igno Florêncio de Morais
Natal
Acende
as velas
da árvore de sua vida
para aquecer a família
neste Natal!
Pendure
os presentes,
bem amarrados,
e faça uma promessa
a você mesmo
de se libertar
dos passados.
Faça
um pisca-pisca
dos seus olhos,
e não dê tanta
importância
às coisas passageiras.
A vida é um festival!
Siga
em frente!
Prepare a ponteira
da árvore para indicar
novo caminho,
afinal,
tudo é festa,
nesta noite de Natal!
Ivone Boechat
Natal
Comemoremos
com júbilo o Natal
Por ser uma data que aquece
os corações,
Façamos uma retrospectiva
sentimental
E relembremos da meninice
as emoções.
Voltemos
ao encantamento infantil
Pensemos no presépio,
nos reis magos
Nas ovelhas e nas reses em
seu redil,
Lá estava o Menino
entre afagos.
O
pinheiro de globinhos enfeitado
A emoção de
ver acesas as velas,
Tudo lindo, místico,
deslumbrado
Com mais brilho cintilavam
as estrelas.
Na
árvore, predomínio
da estrela guia,
Quase audível dos arcanjos
o cantar
Quanta saudade desses tempos
de magia
Jesus, vieste nossas almas
iluminar!
Autor:
Frederico Eduardo Wollmann
Papai Noel
Papai
Noel,
Como criança que espera
um presente no sapatinho,
Para minha terra,
Eu te peço
De tudo que é bom,
um pouquinho.
Que a mesa seja farta,
O povo feliz, unido,
Que possamos dar muitas graças
Ao Cristo recém-nascido.
Muita paz, muita alegria
Que nos livre de todo mal,
Justiça, coragem, sabedoria,
Boas Festas, Feliz Natal!
Autor:
Maria Aparecida Araújo
Silva
Natal
é...
Uma
criança vindo ao mundo
trazendo-lhe a salvação;
Anjos entoando: “Glória
a Deus nas Alturas...”
Pastores e reis perplexos
diante do extraordinário
acontecimento.
É o verbo de Deus entre
nós.
Natal
é...
Mãos que se encontram;
Corações que
se entrelaçam;
Inimigos que se abraçam;
Povos que se irmanizam...
Porque...
Cristo
nasceu!
E nasceu para:
O
grande e o pequeno;
A criança e o velho;
O jovem e o adulto;
O rico e o pobre;
O são e o doente;
O forte e o fraco;
O santo e o pecador...
Natal
é...
Jesus Menino, Maria, José,
você e eu.
Natal
é...
Emanuel, “Deus conosco”:
Deus comigo, Deus contigo!
Autor:
Vanildes Menezes Oliveira
Natal
de
sonhos e esperança,
de azevinho,
decorações multicores,
o calor de um carinho
em meu coração
de criança.
O
lume de uma lareira,
o calor na minha alma,
chama de sonho que guardo,
esperança que ilumina,
preenche
o dia a dia
de uma doce fantasia.
Tua
amizade,
um carinho,
é o presente que quero
no Natal
no sapatinho.
Autor:
Helena Guimarães
Poesia de Natal
Poesia onde não há
sofrimento nem mal!
Poesia
de pinheiro iluminado
De coração apaixonado!
Poesia
de saudade e amizade
Dos brinquedos recebidos na
melhor idade!
Poesia
de Natal, de presépio
na igreja
De oração de
“Amém”
e “Assim Seja”!
Poesia
de Natal com emoção
Com rimas nas palavras e no
coração!
Poesia
para matar a saudade e imaginar
De que, todos que partiram,
estão no melhor lugar!
Poesia
do Menino Jesus, Maria e José
Cantando e orando com muita
fé!
Poesia
de amigo para amigo
De pedir baixinho:- Venha
ficar comigo!
Poesia
de olhar o pinheiro iluminado
Com o amor abraçadinho
ao lado!
Poesia
de perdão e comunhão
De jogar fora a tristeza e
a tribulação!
Poesia
de sorrir gostoso
E do abraço amoroso!
Poesia
de fazer uma prece, antes
de comer
Na ceia de Natal, que não
deve ser dieta para emagrecer!
Poesia
para dar graças, do
ano que passou
Que você muito trabalhou
e realizou!
Poesia
para irmos nos encontrar
Com o aniversariante do dia:-
O Menino Jesus!
E entregar nossa vida em louvação
No embrulho mais lindo, onde
a alma e o coração
Se entrelaçam numa
agradecida oração!
Porque é um dia especial!
É Natal!
Autor:
Regina Becker
Natal
Não
permite, Senhor,
que as crianças peçam
esmolas
neste Natal!
Enxugue a lágrima da
mãe
cujo filho não voltou,
sara as dores do mal,
sensibilize
aquele que abandonou...
Que os homens entendam
o significado da estrebaria,
como símbolo de humildade,
amor, comunhão.
Ouve, ó Senhor,
as nossas orações,
que a mensagem dos anjos
domine os corações.
Autor:
Ivone Boechat
Poema
de Natal
Para
isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos
—
Por isso temos braços
longos para os adeuses
Mãos para colher o
que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na
treva
Um caminho entre dois túmulos
—
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito
o que dizer:
Uma canção sobre
um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai
—
Mas que essa hora não
esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no
milagre
Para a participação
da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem;
da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
Autor:
Vinicius de Moraes
Natal
Natal
divino ao rés-do-chão
humano,
Sem um anjo a cantar a cada
ouvido.
Encolhido
À lareira,
Ao que pergunto
Respondo
Com as achas que vou pondo
Na fogueira.
O
mito apenas velado
Como um cadáver
Familiar…
E neve, neve, a caiar
De triste melancolia
Os caminhos onde um dia
Vi os Magos galopar…
Autor:
Miguel Torga
A
Todos Um Bom Natal
No Natal pela manhã
Ouvem-se os sinos tocar
E há uma grande alegria,
no ar
Nesta
manhã de Natal
Há em todos os países
Muitos milhões de meninos,
felizes
Vão
aos saltos pela casa
Descalças ou com chinelos
Procurar suas prendas, tão
belas
Depois
há danças de
roda
As crianças dão
as mãos
No Natal todos se sentem,
irmãos
Se
isto fosse verdade
Para todos os Meninos
Era bom ouvir os sinos tocar
Autor:
Desconhecido
POESIA DE NATAL
Dois
dias a compor as palhas do
menino deus
aquele que delineamos
à comum imagem dada
A sua figura não é
a que imaginamos
ela é sim comprada
à esquina duma rua
com produtos de consumo
recheada dia a dia
não tem sorriso, só
tem
o rosto da sabedoria
Mas o teu sorriso é
diferente
está cheio de candura
pede mais do que o ritual...
é humano e tem a índole
do que dura
num gesto natural
não é efémero
nem maquinal
como é o do menino
posto
entre o feno
pelas pessoas sem gosto
as que não sabem dar
ternura
nem têm um sorriso especial
na face dura
quando se picam no azevinho
dum presépio de Natal.
Autor:
Daniel Cristal
FELIZ NATAL!!!
Feliz
Natal !
Que todos realizem seus sonhos.
Feliz Natal!
Que só haja rostos
risonhos.
Que os Anjos do Senhor nos
presenteiem
Com paz, com saúde
e amor.
Que os frios corações
se incendeiem
De solidariedade e distribuam
calor.
Que haja nos lares bonança,
Que seja à noite do
perdão,
Natal deve ser de todos a
esperança,
De não haver ninguém
na solidão.
Feliz Natal!
Meu irmão e amigo.
Feliz Natal!
Meu gratuito inimigo.
Que o ódio que alimenta
corações,
E envenena corpo e alma,
Se transforme em orações
E do amor acenda a chama.
Que o espírito natalino
Alcance a todos sem distinção
E Nosso Jesus Menino,
Sobre nós estenda sua
mão!
Feliz Natal meus amigos!
Autor:
Ubirajara
Poesia de NATAL
Passaram-se os dias de festa
E o que resta do espírito
natalino...
O
menino Jesus volta a crescer
mendigo
Sem amigos que o entendam,
provavelmente...
Sai do berço e volta
à cruz gemente,
estranho e distante.
Passou
o Natal...
Passou o Ano Novo...
E
o encanto dos presentes fica
por conta
Da confraternização...
O pobre sentiu-se feliz,
O rico sentiu-se humano
(e todos se enganaram novamente)
É
o novo calendário...
É a fantasia!
Mas não muda a realidade
Não muda a crueldade
Não muda a bondade...
Os homens são os mesmos
Os seres são os mesmos
Os pobres são os mesmos
Os ricos são os mesmos
(o governo é o mesmo)
Resta,
desconhecida, a energia da
Fonte,
Resta, desconhecido, o calor
e o brilho da luz:
O Espírito está
Vivo mas, resta desconhecido!
E a sua força do bem
querer
E a sua força do bom
ânimo que se irradia...
E
a força humana desta
divina alma humana
Ainda exala perfume e poesia...
Passaram-se
as festas:
O Natal, o Ano Novo, o engano!
Mas,
resta ainda algo de bom em
nós...
Resta uma pequena brasa de
calor humano
Resta um pirilampo de sinceridade
(alguma coisa que não
seja engano)
Quem
sabe não seja a consciência
De que após o Natal
houve festa de demônios
Festejando as almas das crianças
de Herodes?
(festejando as almas das crianças
de Nicolau?)
Que houve fuga, e solidão,
e tristeza...
Que
o menino cresceu no tédio
de calar-se sempre,
De distanciar-se sempre, de
chorar sempre...
...ao ver a pobreza, e a miséria
sempre,
E a maldade sempre, e a angústia
sempre...
E ainda ir só à
cruz, e só tornar-se
um estranho "Cristo",
Oscilando entre uma manjedoura
de plástico e uma cruz
romana...
Onde
está o filho de Mirian?
Onde está o jovem barmitzvá?
Onde está o mestre,
o rabi e o profeta?
-perdido entre os fios de
barba branca e plástica...
-perdido e entregue à
cruz pelos seus algozes, perpetuamente...
Quem
sabe, não seja a necessidade
e o acaso?
Quem sabe, não seja
o tempo e o espaço?
...e, sem razão, gritos
que atravessam a noite?
Quem
sabe não seja a consciência
De que nada podemos esperar
de novo
Senão de nós
mesmos, e das nossas mãos,
E dos nossos atos, e da nossa
alma...
Autor:
Fernando Pessoa
MENINO
REI
Desde
que, eu bem menino,
Venho escutando essa história,
Que foi num dia de glória,
Que o bom anjo apareceu.
Flutuou
sobre Maria,
Causando-lhe muito espanto,
E também no seu bom
homem,
Um tal chamado José.
Uma
voz, e sons de clarins,
Anunciou a novidade:
- Ó mulher, virgem
imaculada,
Daqui a nove luas, mãe
serás.
-
Não há como
ter recusas,
Pois é Ele, Deus quem
te usa,
Escutai, virgem santa escolhida,
Dele, o santo filho terás.
Então,
antes de alçar vôo
ao céu,
Abrindo suas asas qual um
manto.
Num abraço fraterno,
deu-lhes graça,
- Eis, Maria e José,
divinos santos!
Passaram-se
as nove luas prometidas.
Era chegada à hora
santa, afinal.
Acordou José de sobressalto,
Disse ele: - Tive um sinal!
Novamente
apareceu o anjo em sonho.
- Bendito. Seja bendito o
Arcanjo! -
Impondo-lhe a mais breve partida,
Para a cidade de Belém.
Pressentindo
algum mau augúrio.
Pelas notícias de um
rei maldito e rico,
Fugiram adentrando o deserto,
José, Maria e o burrico.
A
noite já se fazia tarde,
No firmamento estrelas correndo
ao léu,
Mas uma, especialmente aquela,
Jazia parada no céu.
Era
o esperado sinal divino,
Aguardado pelos viajantes
na estrada,
Indicando qual era o local
exato,
Do natal, do nosso Rei Menino.
Naquela,
na noite do nascimento,
Cansados de tão grande
jornada,
Maria disse a José:
- Meu Deus! A hora é
chegada!
O
casal recolheu-se num estábulo,
No conforto do calor dos animais,
Nasceu o menino Deus,
O poeta máximo do Amor.
Autor:
José Silveira
Poesia
de Natal
Tocam
os sinos da solidariedade,
os acordes da esperança
começaram a vibrar!
O aroma da promessa de Deus
está exalando no caminho
dos homens de boa vontade,
o amor pediu licença
pra chegar.
Estende
sua mão,
alcance os aflitos,
veja quantos sofrem
com súplicas no olhar,
dobra os joelhos,
tempo de fé,
não esqueça
de se levantar
para atender os gritos.
Autor:
Ivone Boechat
Uma
Poesia de Natal
Repicam sinos, com fervor,
nos campanários,
alvoroçados
com notícia que os
seduz;'
gritam aos povos e aos recantos
solitários:
Nasceu Jesus! Nasceu Jesus!
Nasceu Jesus!
A
boa nova vem dos magos legendários,
aqui trazidos pela estrela
que conduz:
bichos, pastores, anjos, todos
solidários,
reverenciam o pequenino rei
da LUZ!
Menino
Deus que se fez homem por
bondade,
doou-se a nós, livrando-nos
de todo o mal,
e ensinou-nos que a maior
felicidade
é ser fraterno, amando
a todos por igual.
Enquanto
houver alguém que viva
essa verdade,
ao relembrar o nascimento
divinal,
a voz dos sinos se ouvirá
na Eternidade:
Feliz Natal! Feliz Natal!
Feliz Natal!
Autor:
Patrícia Neme
Poema
de Natal
Dorme,
que a fome passa
e se não passa
Grita
que a palavra mata
na dúvida
de quem cala
Dorme.
que a ceia que provas
é a fome da espera
Dorme.
que não és tato.
Não és faro.
És o olhar do menino
na poça d'água
... Um reflexo de Natal
Pode estar também na
vidraça
onde arqueias com o dedo:
"Felicidade".
Dorme,
que do outro lado, na rua
quem lê
lê ao avesso
e se vai.
Autor:
Juliana Stefani
|