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Poemas e Poesias Legais.

Os Versos Que Te Fiz

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer !
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder ...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !
Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda ...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz !
Amo-te tanto ! E nunca te beijei ...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!
Autor: Florbela Espanca

Pela Luz dos Olhos Teus

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
Autor: Vinícius de Morais

Antes de Amar-te...

Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Autor: Pablo Neruda

Mais uma vez.


Mais uma vez
Poder te abraçar
Poder te levar
De carona pra lua.
Mais uma vez
Poder viajar
Contigo sonhar
Entregue e nua.

E no espaço aberto
Teu vulto encoberto
É só esplendor...
Na luz imprecisa
Que o céu improvisa
Nós somos amor...

Mais uma vez
o encontro de nós
Os corpos a sos
Fremente paixão.

Mais uma vez
O encanto da vida
Só traz alegria
No meu coração.
Autor: Priscila de Loureiro Coelho

Se Eu Soubesse...

Se eu soubesse...
Não teria te Amado.
Se eu soubesse...
Não teria te desejado.

Tive sonhos não realizados,
Que desapareceram antes do amanhecer.
Orei ao meu bom Deus
Para iluminar o meu caminho.

Confiei em você.
Bebi na taça do desapontamento.
Chorei acreditando
Que um dia o teria só pra mim...

Se eu soubesse... Que Amar é sofrer...
Não sofreria por Amor.
Se eu soubesse... Que Amar é viver,
Não viveria pra te Amar.

Desapontada...
Experimentei do mel da vida.
Há! Se eu soubesse...
Não teria te amado tanto.
Há! Se eu soubesse...

Há! Se eu soubesse do desecanto da Vida...
Não me encantaria pela Vida.
Há! Se eu soubesse do desencontro do Amor...
Encontraria um grande Amor.
Há! Se eu soubesse...
Autor: Silvia L. Lapa.

Confissão

Tentei, mas não consegui.
Amei-te, mas tu não tens um amor só.
Isso me machucou profundamente,
Saí dessa jogada perdendo...
Agora tu estás com outro.


Tu já fazes falta na minha vida,
Amava-te e agora sinto um tipo de
Incômodo quando estou ao teu lado.
Sabias do meu amor por ti e
Ao mesmo tempo o ignoraste...


Tento te ignorar e consigo,
Ao menos isso, sei reconhecer que te perdi.
Imensidão de nada é isso que sobrou da
Tua marca na minha vida,
Ainda bem, pois podia ter sofrido mais.

Traído? Não, não fui traído concretamente,
Ainda que me senti assim.
Isenta de qualquer dor, tu,
Saiu da minha vida e passou uma borracha em tudo,
Apagou até a amizade que poderia existir entre vós.


Tudo bem, agora está tudo bem.
A minha vida, eu consigo guiar.
Isso é mais fácil sem você no pensamento trazendo dor...
Senti a dor de um fim sem começo,
Agora, estou à procura de um novo amor.

Autor: Ray Mustafa Assaf.

Caminheiro da esperança

"Caminheiro da esperança,
onde vais, por que insistes,
uma vez que não alcanças
os limites do infinito?
Por que teimas em sonhar,
um oásis encontrar,
neste deserto maldito?"

Eu sou, sim, um caminheiro
da esperança, verdadeiro
sonhador, pleno de fé.
Busco o sol, busco o luar,
busco as entranhas do mar,
busco o impossível até.
Não é a vida um deserto
E pode ter rumo certo,
Depende do viajante:
Se escolhe um porto seguro
Pra repousar no futuro,
Ou um destino errante.

Mais importa o caminhar
que o porto logo alcançar.

Porque a sabedoria
Do sonhador peregrino
Não consiste em chegar
Depressa a seu destino.

Consiste em querer trilhar
na tempestade ou bonança,
as veredas da esperança,
e, ainda que ande sozinho,
em saber apreciar
as belezas do caminho.
Autor: Oriza Martins

Caminho


Por que não paras caminheiro
por um instante nestes retalhos de sombra
espalhados no caminho de tua vida ?
Para e descansa tua alma empoeirada
deste pó vermelho das mágoas
colhidas no caminho errante de tua estrada !

Enxuga caminheiro o suor deste rosto sofrido
misturado com este choro sentido ,desta dor
magoada, desta festa acabada .
Repousa este corpo cansado
nesta relva macia que a natureza te oferta!
Encosta neste tronco desta árvore amiga,
que a muito tempo partilha com esta brisa amena
O ATO DA MESMA CENA !

Faz um retrospecto se puder!
De cada hora vivida,de cada dia sofrido
nessa estrada que se alonga até o dia que Deus quiser !
Soma as tuas ilusões,as saudades,os amigos,as tristezas
as alegrias.Os momentos de ternura !
Teus amigos,inimigos quem sabe ?
Reflete caminheiro, as notas de melodia
transforma este momento em poesia , pois
Nesta candura , minha vida é semelhante a tua !
Autor: Laercio Bruno

Olhos


Os meus olhos falam...
Eles me deixam ser transparente.
Coisas que não são ditas,
Pois ao olhar-me nos olhos
Encontraras a resposta!
Não é um ato pensado
É algo inexplicável
É espontâneo e transparente.
Descobrindo sem querer
De que tipo de sentimento me expresso.
Fazendo-me realista.
A expressão da minha face
Nos envolve.
Tirando minha liberdade
E conhecendo a grandeza do meu ser.

Tu não sabes o quanto
É gratificante olhar-te
E ver o imenso amor, a paz,
E a pureza que você traz.
Em um simples olhar!
Autor: Juliana L. Lapa.


Meu céu sem você...

De repente... de repente...
Tudo ficou diferente...
No meu céu interior,
Onde reinavas, amor,
Faltam astros a luzir.
Meus dias não têm mais sol,
Sem ti, meu doce farol,
Vivo triste a me punir...

Pois partiste... e no entanto,
Pra meu desgosto e pranto,
Fui eu quem te dispensei.
Por orgulho, arrogância,
Hoje vivo à distância,
De ti - que sempre amarei.
Dando ouvidos a estranhos,
Cometi erros tamanhos
Que magoei teu coração.
Mas sei de tua nobreza,
Que cultivas, com certeza,
O sacro dom do perdão.
Perdoa, perdoa, amor meu,
Quem a falha cometeu
E vive agora em desterro.
Que de tanto lamentar,
E tua ausência chorar,
Já pagou por esse erro.
À noite, em solidão,
Me transborda a emoção,
Ao soar o telefone.
Porém é sempre engano.
E, por causa de meu dano,
Retorno ao leito, insone.
Quero que voltes, amor!
Vou redimir essa dor,
Emergir desta saudade.
E cultivando alegrias,
Embasaremos os dias
Em amor e lealdade.
Vem tirar-me deste léu,
Reanimar o meu céu,
Nas noites enluaradas,
Curtir estrelas cadentes,
Sentir as brisas silentes
De amorosas madrugadas.
Recupera meu sossego,
Vem viver o aconchego
De meu céu interior...
Onde tu, e tu - somente -
Reinarás eternamente,
Meu adorável amor!
Autor: Oriza Martins

Amemos!

POR QUE TARDAS, meu anjo! oh! vem comigo.
Serei teu, serás minha... É um doce abrigo
A tenda dos amores!
Longe a tormenta agita as penedias...
Aqui, ao som de errantes harmonias,
Se adormece entre flores.

Quando a chuva atravessa o peregrino,
Quando a rajada a galopar sem tino
Açoita-lhe na face,
E em meio à noite, em cima dos rochedos,
Rasga-se o coração, ferem-se os dedos,
E a dor cresce e renasce...

A porta dos amores entreaberta
É a cabana erguida em plaga incerta,
Que ampara do tufão...
O lábio apaixonado é um lar em chamas
E os cabelos, rolando em espadanas,
São mantos de paixão.

Oh! amar é viver... Deste amor santo
— Taça de risos, beijos e de prantos
Longos sorvos beber...
No mesmo leito adormecer cantando...
Num longo beijo despertar sonhando...
Num abraço morrer.

Oh! amar é ser Deus!... Olhar ufano
O céu azul, os astros, o oceano
E dizer-lhes: "Sois meus!"
Fazer que o mundo se transforme em lira,
Dizer ao tempo: "Não... Tu és mentira,
Espera que eu sou Deus!"

Amemos! pois. Se sofres terei prantos,
Que hão de rolar por terra tantos, tantos,
Como chora um irmão.
Hei de enxugar teus olhos com meus beijos,
Escutarás os doces rumorejes
D'ave do coração.

Depois... hei de encostar-te no meu peito,
Velar por ti — dormida sobre o leito —
Bem como a luz no altar.

Te embalarei com uma canção sentida,
Que minha mãe cantava enternecida
Quando ia me embalar.

Amemos, pois! P'ra ti eu tenho nalma
Beijos, prantos, sorrisos, cantos, palmas...
Um abismo de amor...
Sorriso de uma irmã, prantos maternos,
Beijos de amante, cânticos eternos,
E as palmas do cantor!

Ah! fora belo unidos em segredo,
Juntos, bem juntos... trêmulos de medo,
De quem entra no céu,
Desmanchar teus cabelos delirante,
Beijar teu colo!... Oh! vamos minha amante,
Abre-me o seio teu.

Eu quero teu olhar de áureos fulgores,
Ver desmaiar na febre dos amores,
Fitos fitos... em mim.
Eu quero ver teu peito intumescido,
Ao sopro da volúpia arfar erguido
O oceano de cetim

Não tardes tanto assim... Esquece tudo...
Amemos, porque amar é um santo escudo,
Amar é não sofrer.
Eu não posso ser de outra... Tu és minha,
Almas que Deus uniu na balça edênea
Hão de unidas viver.

Meu Deus!... Só eu compreendo as harmonias,
De tua alma sublime as melodias
Que tens no coração.
Vem! Serei teu poeta, teu amante...
Vamos sonhar no leito delirante
No templo da paixão.
Autor: Castro Alves

Abra a janela

Venha!
Abra a janela
Veja o sol iluminando
O mundo,
Veja o céu azul
Sinta quanta paz
Existe em tudo isso...

Venha!
Dê-me sua mão,
Vem compartilhar de toda
Essa paz,
De toda essa alegria.

É um novo dia que nasce
E com ele nascem
Novas esperanças,
Novas realizações.

Venha!
Vamos seguir juntos
Este novo caminho,
Esse novo horizonte
Que surge nos trazendo
Muita alegria
E espalhando muito amor.
Autor: Inês Roani

A Porta...

Tantas existem... Nem sei
Qual delas que me atrai
São brechas, fendas veladas
Que transpô-las, não ousei
Uma entra, outra sai
Tantas estão emperradas...

Abertura, recurso, acesso
Um mundo de opção!
A porta é um eterno segredo
Um fracasso, um sucesso
Verdadeira indecisão
Entrada franca do medo...

Tantas existem... notáveis
Que diferem em forma e cor
Mistérios invioláveis
Recesso sempre velado
Que antes de se transpor
Jamais se vê o outro lado...

Pórtico... Passagem secular
Esconderijo do desconhecido
Incomunicável prisão!
São tantas pra se optar
Tantos os rumos perdidos
Que nos causa aflição

Tantas existem... Nem sei
Qual delas que me atrai
Vou tentando enlouquecida
Buscar verdade onde entrei
Para não chegar vencida
Naquela que eu não ousei...

Autor: Priscila de Loureiro Coelho.

Mãos que se Encontram


Que belo o encontro das mãos,
mãos que se unem movidas pela delicadeza de sentimentos
que se encontram como amigos em um caminho
que se juntam, e gentilmente mistura-se em suas emoções
Que bela a dança das mãos
onde os dedos se entrelaçam mansamente
numa performance de eterno carinho
no ritmo cadenciado de dois corações.

Ah! A beleza de estar de mãos dadas.
Um gesto singelo de querer bem.
Como se as almas, estivessem atadas
de há muito tempo além...

Essas mãos que por minutos se aproximam
No toque mágico do amor
São as mesmas que sozinhas ficam
Na solidão e na dor.

Mãos que se distanciam lentamente
Aceno solitário em despedida
São mãos que outrora tão contentes
Mesclavam-se na essência da vida.

Há que se buscar urgentemente
Um antídoto para esta agonia
Posto que a união é inerente
Ao amor... que é a própria harmonia.

Autor: Priscila de Loureiro Coelho

Vivendo...


A vida parece difícil?
Há pedras no caminho?
Pare um instante,
Respire fundo,
Reflita...
Olhe bem nos olhos da vida,
Não como adversária,
Não como inimiga,
Mas como fiel companheira.
Pense alto, pense forte.

Arregace as mangas,
Siga em frente
E abra um sorriso largo.
Viver é uma arte...
Um eterno renascer,
Um eterno renovar,
Uma longa aprendizagem,
Uma longa caminhada,
Enfrentando desafios.
Autor: N.Rogero



 

 

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