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Um
Mundo Melhor
A
criança com uma rosa
na mão,
Aspirou seu inebriante perfume,
Gestual angelical,
Ofereceu-a.
Suas
delicadas mãos estendidas,
A rosa branca murchou.
A criança verteu lágrimas
sofridas,
Chorou copiosamente frente
ao espelho.
Refletia
seqüestros, furtos, assassinatos,
Natureza devastada pela ação
humana,
Matança indiscriminada
de indefesos animais,
Indústrias lançando
gases tóxicos pelo
ar.
Com
seu dedo, a criança
abrigou
Uma única gota de suas
lágrimas.
Mágico toque na face
do espelho,
Sensibilizou-o.
Pureza
da criança,
Imensidão celeste,
Ingenuidade na sua alma,
Um mundo melhor em seu coração.
Autor:
João Rodrigo I. Matsumoto
Talvez haja tempo...
Talvez
haja tempo, para mim consertar
Minha vida, família,
meu casamento.
Talvez a vida me de tempo,
para mim
Respirar, agraciar, recomeçar,
mudar de vida.
Talvez
haja tempo, para mim voltar
para casa
Pagar as contas, terminar
os estudos, acabar a casa.
Talvez haja tempo para reencontrar
meu verdadeiro amor,
Criar os filhos, pintar a
cara e por a fantasia.
Talvez
haja tempo, visitar as praias
de Salvador,
Caminhar no calçadão
de Copacabana ou Recife
Tomar água de coco,
olhando para o mar
Ver as crianças brincar,
e ver o pôr-do-sol
Ver
as lindas borboletas de flores
em flores
Deitar numa rede a beira mar,
visitar Jerusalém
Andar na via dolorosa, ou
subir o Monte Sinai
Talvez haja tempo, talvez
o tempo me de tempo.
Autor:
Carlos Donizeti
Compreender o Mundo
O
mundo é como o mar
Com suas ondas e marés
Um dia está por cima
E no outro está por
baixo.
O
mundo é como a dança
Tem que entrar no seu compasso
Para não tropeçar
nos erros
E não cair de rosto
no chão.
O
mundo é como a música
Tem que entrar em plena sintonia
Para não desafinar
no tom
E não ouvir vaias e
desaforos.
No
balanço do mar
No bailar da dança
Na sintonia da música
Nesse mundo,
Têm-se que estar.
Para
não afogar
Para não cair
Para não desafinar
Temos que seguir suas regras.
Temos
que ler para compreender
Que viver para aprender
Que lutar para vencer
Que fazer para crescer.
Autor:
Rita de Cássia Dantas
de Oliveira
Se Quiser
Você
será feliz se quiser
Você terá paz
se quiser
Você ganhará
o mundo, se quiser.
Se quiser, as estradas se
abrirão
Você chegará
aonde quiser
Se quiser, poderá voltar
Se quiser, ficará onde
estás
Você será feliz
se quiser
Se não quiser, não
será.
Autor:
Reginaldo Figueiredo
Às Vezes
Às vezes achamos...
Percebemos...
Pensamos...
Às vezes sentimos...
Às vezes amamos...
e
nos enganamos.
Às
vezes pedimos...
E muitas vezes recusamos...
Às vezes sorrimos...
E diversas choramos.
Às
vezes ao amar...
sofremos
e nos entregamos.
Às vezes ao amar
quase morremos
quase matamos...
quase entendemos o que somos.
Às
vezes nós desejamos.
E cegos
Mergulhamos.
Às vezes
não somos
o que realmente somos...
Às vezes mentimos.
Enganamos...
E quantas não nos arrependemos?
Às
vezes investimos
e inutilmente
nos apaixonamos.
Às vezes nós
somos quem somos...
Às vezes nós
nos sentimos donos
da verdade quase indescritível
que é o amanhã.
Às vezes, esperemos
que sempre, nós amamos.
Autor:
Juliana de Carvalho Britto
Rodrigues
A Luta
Eu
fui á luta
Ainda estou na luta
Só não sei onde
A luta vai chegar
Se é que ela
Chega em algum lugar
Eu acreditei na luta
Ainda acredito na luta
Hoje estou de luto
Lutando por verdade
Verdade?
Viraram verdades
São tantos adjetivos
Só há um objetivo
Verdade
Enquanto estivermos vivos
Ficará cada vez mais
raro
Lutar por verdade!
Autor:
Ibeane Campos Moreira
Enquanto escorre a ampulheta
Tempo,
semente do pensamento,
Senhor das estações,
patrão do relógio.
E de todas as formas de medir
o momento.
Tempo, raiz do envelhecimento,
Acúmulo do saber do
tempo
E do valor do discernimento.
Tempo, areia fina de grãos
pequeninos,
Formando colossais dunas
Que somem-surgem, sopradas
pelo vento.
Autor:
Ademir Santana Silva
Perdão
Minha
liberdade é solidão
Tudo bem
Estou à disposição
Por amor
Eu continuo acreditando na
vida
Pela vida eu continuo acreditando
no amor
A esperança é
meu horizonte
Quero destruir a razão
tocar na ferida
Não quero esconder
quero viver...
Os erros são fugazes
Nos perseguem a todo lugar
Eles não me enganam
mais
Eu sou humano
Mas não sou otário
Eu ainda tenho perdão
Eu posso me perdoar
E te perdoar
E recomeçar.
Autor:
Ibeane Campos Moreira
Quem eu Sou
Quem
sou?
O que busco?
A vida... eterna magia.
O que é o hoje?
E o mistério do amanhã?
Ajude-me a desvendar.
Uma ponte... estreita... infinita...
Tento vislumbrar o horizonte
É névoa... cinza
Os pássaros... O verde...
Onde estão?
É tudo silêncio.
Não, não ouço
nada.
Só uma voz interior
a gritar
Quem sou eu?
Autor:
Eliene Domingues Santos Silva
Não
estou só...
Não
estou só...
Ou perdido na estrada
Sei que embora eu não
veja ninguém
Ainda posso ouvir as vozes,
e senti a alma
Não
estou confuso...
Esquecido de sonhar
Existe uma luz, e não
esta no fim do túnel
Ela está dentro de
mim
Não
estou desamparado...
Tem alguém que me ama
Embora o mundo seja cruel
Ele continua fiel...
Não
estou esquecido...
Da vida, da esperança
Felicidade eterna
Ela renasce em mim, alimentado
minha alma
Autor:
Carlos Donizeti
Brasil terra amada
Pedaço
de terra querida
Que me chama constantemente
Trazendo uma solidão
perene
Brasil querido quero viver
na tua luz
Quem
viveu aqui e hoje vive longe
de ti
Há de suspirar e chorar
em silêncio
Mentir e cantar musícas
tristes
E ser obrigado a confessar
que é infeliz
Nos
seus dias não haverá
pôr-do-sol
Cantarolar de pássaros
ou o vôo das andorinha-de-bando
Não haverá jovens
ou namoros nas praças
Só o caminhar sozinho
desconsolado
Brasil
que amo, suporto e sofro por
ti
Quero-te, desejo tua luz teu
aconchego
Aqui onde estou não
sou feliz, enquanto estou
longe de ti
Peço-te perdoa-me minha
partida e tenhas penas de
mim
Deixes-me
senti o cheiro do mar e das
alvoradas
O calor dos beijos da mulher
amada
Sei que, filho ingrato não
morre satisfeito
Tem solidão da alma
e magoa no peito
De desprezar a terra amada
e mãe querida
Autor:
Carlos Donizeti
Creio em Ti, Oh Deus, O Pai
Quando
as águas quebram nas
rochas,
E depois chegam mansinhas
nas praias,
No alvorecer os pássaros
procuram seus ninhos
Nas grandes arvores, eu procuro
o calor da tua presença,
Creio em Ti, Oh Deus, o Pai,
Quando
vem o borrão da noite,
logo
De manhã uma fina e
clara luz,
No calor do sol que queima,
gentilmente
Faz desabrochar uma linda
flor,
Creio em Ti, Oh Deus, o Pai
No
meio dia quando as mortandades
estão soltas,
Haverá sempre disponível
um guardião,
Com uma espada afiada na mão
Para proteger minha vida e
o meu coração
Creio em Ti, Oh Deus, o Pai
No
tocar do clarim, posto as
trombetas
Haverá corre no céu
todos com seus instrumentos
musicais entoando musicas
e canções
Dizendo vem filho meu: “alegra
meu coração”
Creio em Ti, Oh Deus, o Pai
Autor:
Carlos Donizeti
Pago o preço pela tua
volta
Neste
imenso tapete de rosas douradas
Vago nesta imensidão
de luz
Com olhos rasos de água
A procura de um só
fato
recuperar a minha felicidade
Enlouquecido
neste aroma fétido
Busco a sua procura, ansiando
sua volta
Nestes camarotes ouço
sons imaginários
Tudo aos insanos parece normal
Dizem
que o amor é alucinado,
camuflado, e atinado. Digo
mais
É pecaminoso, porque
faz sofrer, e maltrata
Sei que neste caminho só
resta duas
mãos seguirei aquela
que não me maltrata
O orgulho eu perdi faz tempo
A vergonha foi-se de infâmia
Massacrado pelo dilema da
vida
Não quero partir, sem
concluir
Meu destino de amar sem acuar
Sei
que neste espaço em
que ocupas
Muitos não compreenderão
a minha sina
O modo que a vida nos norteia
Mas eu, ti perdôo dou-te
meu amor
apostando com isso reaver
o que perdi.
Autor:
Carlos Donizeti
O Erro
O
erro de viver está
em querer que tudo seja perfeito,
que todos em nossa volta sejam
do nosso jeito.
Está em não
enxergar a verdadeira realidade;
em pensar que todo amor simplesmente
é de verdade.
Está
em simplesmente querer explicar
o que não tem como
entender;
em tentar agradar alguém
sem nem ao menos conhecer.
Está na maneira de
levar a vida como uma simples
história;
em pensar que o que vivemos
fica apenas na memória.
Está
em sonhar sem nem ter planos
para o futuro...
e depois só o que resta
é nada mais que o escuro.
Por isso viva, ame e sonhe
de verdade,
mas sempre tenha na cabeça
a pura realidade,
pois sonhar é bom e
faz bem ao coração,
por isso sonhe...
mais nunca permaneça
na ilusão!
Autor:
Rafaela Simão de Abrantes
Tua Essência
Gostas
de andar descalço ou
de chinelo
Mas se vê usando sapato
novo e apertado
Roupas velhas e coloridas
que o faziam tão belo
Agora não passam de
um cinza desbotado.
O
sorriso sincero e solto, tão
contagiante
Aos poucos, a magia foi perdendo
Fostes tragado por um esquema
errante
Escolheste o ouro, acabaste
se vendendo.
Tua
presença bastava para
alegrar corações
Mas nem tudo dá a segurança
que precisas.
O brilho em teu olhar faiscava
aos borbotões
Hoje choras no escuro, e nada
realizas.
Não,
não, não, não
precisa ser assim
Não dê o direito
de dizerem como deves viver
A vida que lhe propõem
é sem graça
e ruim.
Se não é a tua
essência, é pior
do que morrer.
Tu
és o que é,
e não aceite intromissão
Tens o direito de errar feio
e bastante.
Não te detenhas, crie
e banque a confusão
Mas seja você no seu
mundo delirante.
Se
tuas vestes não se
enquadram neste mundo
Nem teus pensamentos fazem
mais sentido
Não importa, procures
bem lá no fundo
O que em teus sonhos pode
ser percebido.
Não
relutes, aceite. É
tão gratificante
Descobrir em si a beleza que
és
Esqueça de vez esse
sofrer constante
A busca do seu eu não
se faz com os pés.
Autor: Marcos Ferreira Lima
Neto
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