|
Minha
Cidade
Minha
pequena cidade
Minha cidade e tão
pequena
Cabe num só olhar.
Tem muitas árvores
e animais
e muito lugar pra brincar.
A
lagoa é um lugar
De muita beleza.
Não podemos poluir
Essa grande natureza.
Lontra
foi um lugar
De pousada para os tropeiros.
Mas hoje é um lugar
De muitos pequizeiros.
A
escola é um lugar
Da gente aprender.
Lá tem muitos professores
Que nos ensinam com prazer.
Enfim
lontra é um lugar
Bom de se morar.
Como diz o ditado
Coração de mãe,
Sempre tem mais um lugar!!!
Autor:
Ludimila Pereira Mendes
Ah, O Acre
Acre,
terra querida!
Povo vibrante, cativante
Floresta, que te compõe
Belas e esverdeadas!
A
nação grita
teu nome: Acre!
Buscam por ti,
Por belezas originais, apaixonantes
Onde só se tem aqui
e não mais noutro lugar!
Terra
de personagens célebres
Chico, Plácido, Barão
do Rio Branco...
Enriquecem ainda mais tua
história
E orgulha teus admiradores!
Ah!
Bandeira incomparavelmente
bela!
Símbolo magistral de
tuas glórias
Suas cores apresentáveis:
O
verde: exuberantes paisagens
naturais;
Amarelo: riqueza de um povo
guerreiro;
E um vermelho: paixão
que orgulha tua gente!
Homenagem
de um acreano que ama sua
terra natal...!!!
Autor:
Diego Castro de Melo
A sina do sertão
Asturdia memo eu tava me alembrano
Qui sina braba aquela de vivê
no sertão
A seca estropia dimais
E as gente num tem nem pão
Uns
pranta e num cói
Outros cói o que num
prantô
É muitos vivendo na
misera
E pôcos u'a vida de
dotô
Água
prá bebê só
se buscá nas canela
Os caminhão-pipa inté
chega perto
Mas o diêro prá
comprá água
É cuma achá
água no diserto
A
aposentação
muitos inté tem ela
É pôca mais vale
muito pelo muito qui num se
tem
Um tiquim pros neto, um cadim
pros fi
Outro tiquim nos cumerço
e o ristim prás criação
Má chegô a metade
do mêis e lá
tá eles
De novo sem nada nas mão
Meu
Deus que sina braba aquela
de vivê no sertão
Só o Siô pode
oiá pro eles
Pruquê já num
resta mais pitição
É gente sem sê
gente,
É gente isbilitada
qui perdeu as feição
É
gente disprezada e isplorada
Por quem num tem as condição
É gente qui morre de
trabaiá sem vê
nem um tustão
Pruquê tudo vai pará
nas mão
De quem num tem coração.
Autor:
João Batista de Oliveira
Um amanhecer no riacho
O
clima úmido
E as nuvens espessas
Cobriam o roxo da serra agora.
O verde suado
Em frio quieto
Na sombra exala o cheiro da
aurora.
Litófilos presos
Nas gretas escuras
Anunciar a vida no alvorecer
E o sol áureo
Num grito ecoa:
Acordem sementes,
Hora de crescer!
Autor:
Angelita Soares
O Sertão do Paraná
Muitos
pioneiros enfrentaram
Com esperança a sonhar
Como Bandeirantes lutaram.
Sem
recursos e péssimas
estradas
E muita adversidade
Fazendo a roçada
Com fervor e tenacidade.
Mosquitos,
borrachudos
O pólvora, nem falar
Puim de ferrão agudo
O cassununga para atrapalhar
Entre
cobras e onças pintadas
Uma preocupação
constante
Labutar na derribada
Com os olhos vigilantes.
Escola
não existia
Para os filhos estudarem
Trabalhavam todos os dias
Para os pais ajudarem
Com
abertura das fazendas
Escolas forma implantadas
Não precisavam ir à
venda
Para comprar as cadernadas.
Quando
a doença aparecia
Deus, a principal proteção
Poucos médicos existiam
Usavam-se ervas, benzimento
e oração.
Quantos
deixaram a vida
Tentando prosperar
Não tiveram guarida
Até o momento de parar.
Assim
chegou o progresso
Graças a esses abnegados
Por não conseguir regresso
Alguns foram aquinhoados
Reconheçamos seus valores
Relembrando o passado
Enaltecemos com fervor
Pelo exemplo demonstrado.
A
vida é uma dádiva
passageira
Lutemos com vontade
Se a admiração
pública for ordeira
Encontraremos a felicidade.
Autor:
Otávio Antônio
Pedriali
O Pantanal
O Pantanal do Mato Grosso
É uma das maravilhas
do País
De Setembro a Agosto
Oferece viagem feliz.
O
caudaloso Rio Paraguai
Recebe seus afluentes
Paraíso dos bois marruás
Águas de cores diferentes.
No
encontro do São Lourenço
Junto com o Piriqui
Águas calmas sem vento
Nas margens os Piquis.
O
Rio Miranda
Porto do Pantanal
Pesca-se Piraputangas
Até encher o embornal.
Águas
turvas do Taquari
Rio muito piscoso
Há revoadas dos paturis
Próximos aos rebojos.
Nabiléque
bom de acampar
Fisga-se os ligeiros pacus
Da manhã ao clarear
Ouve-se o canto dos Urus.
O Rio Aboral
O menor dos afluentes
Próximo ao matagal
As pescarias permanentes.
Nas
águas ligeiras
Preferência dos dourados
Piloteiro é companheiro
Dá conta do recado.
Do
Rio Paraguaizinho
Sempre se volta lotado
Na foz do Rio Vizinho
Concentram-se os pintados.
Do
Norte vem o Jaurú
Passa por Esperidião
É morada dos jaús
No remanso do fundão.
Jacarés
no banho de sol
Completam essas belezas
As capivaras em caracóis
Dão vida à natureza.
Os
Tuiuiús com elegância
Continuam exuberantes
Próximos às
estâncias
Suas presenças são
constantes.
Nos
campos vivem o gado
Que foge das enchentes
Há lugares isolados
Onde nunca chegou gente.
Os
moradores pantaneiros
Trabalham com as boiadas
É povo bom e hospedeiro
Que atende até de madrugada.
Cidade
de Corumbá
Capital do Pantanal
Pode-se orgulhar
De seu patrimônio original.
Autor:
Otávio Antônio
Pedriali
Minha cabocla, filha da Terra
Desta mistura de raças,
Índio com branco fundiu,
A cabocla manauara,
No Amazonas surgiu.
Mulher
de muita beleza,
De força, garra e coragem,
É assim que se define,
Essa cabocla selvagem.
É
falada em lenda e prosa,
Seu dom de enfeitiçar,
É também valorizada,
Pelo seu dom de curar.
É
mãe de todas as horas,
Dos seus e de mais alguns,
Criando filhos no peito,
Lhes dando amor e respeito.
És
um ser abençoado,
Por viver e conhecer,
As delícias deste Estado,
Que ajudas a crescer.
Dos
mistérios desta Terra,
Das riquezas que aqui têm,
Cabocla!
És patrimônio
tombado,
Não se dá para
ninguém.
Autor:
Isa Maria Andrade Martins
Caatinga – Nossa Terra,
Nosso Lugar
A
cultura nordestina,
Estamos aqui pra mostrar,
O valor da Caatinga,
Nossa terra, nosso lugar.
Onde o sol é causticante,
Morre planta, morre gente.
Mas o homem não desiste,
Porque ele é persistente.
Convivendo
com o clima
Que castiga a região,
O nordestino arruma um jeito
De reverter a situação.
Cria meios, inventa técnicas
Para viver na sua terra
Que não é só
seca, não!
Mesmo
com as chuvas escassas
E a falta de fontes perenes,
Ainda se encontra jeito
De ajudar toda essa gente,
Que não perde a esperança
E tem fé em Deus presente.
Captando
a água das chuvas,
Valorizando a vegetação,
Criando animais
Típicos da região.
O homem vai aprendendo
A conviver com o Semi –
Árido,
Não deixando sua cultura
Viver só de passado
Basta
apenas os governantes
No sertão acreditar,
Fazendo com que o homem do
campo
Permaneça no seu lugar,
Planejando e desenvolvendo
ações
Para sua vida melhorar.
Autor:
Tânia Cristina da Silva
O Lugar onde Vivo
Minha cidade é linda,
tem muitos pontos turísticos
quanto mais visito,
mais contente fico
No
bairro onde vivo
região do Porto Meira
tem encontro dos três
países,
marco das Três Fronteiras.
Tem
muitas novidades,
venha nos visitar,
com amor e alegria
nós iremos festejar.
O
lugar onde vivo
tudo existe
é muito legal
é tudo especial
Moro
em Foz do Iguaçu,
moro no Paraná
tantos pontos turísticos
venha logo para cá!
Autor:
Thais da Cruz Santos
Saudade de Bananeiras
Quanta saudade eu sinto
Da Serra de Dona Inês
Bananeiras e Araruna
Se podesse unia as três
Por mais longe que me encontre
Eu não esqueço
vocês.
Com
o coração apertado
Mas com a mente espontânea
Essas queridas Cidades
Faz parte da coletânea
Também vai o meu abraço
À Cidade de Solânea
Nasci
no Curimataú
Numa microrregião
Na Serra da Borborema
Entre o mar e o sertão
Ali a cana de açúcar
Contrasta com o algodão.
Curimataú,
caatinga e brejo
Essa mesorregião
Tem suas características
No solo e vegetação
Seus recursos naturais
Enriquece a região.
Lá
na gruta ela repousa
Circundada de ladeira
Do alto vê-se a Matriz
E o colégio das freiras
É a rainha do brejo
A cidade de Bananeiras.
Bananeiras
tua história
Atesta tua conduta
Teus monumentos históricos
Erguidos dentro da gruta
Te outorga o poder
De rainha absoluta.
Eu
te quero Bananeiras
Eu te quero sem limite
Essa gente hospitaleira
Da mais pobre a elite
Terra de rara beleza
Faz ao turista um convite.
Lembro
o trem vazando o túnel
Bem perto da estação
O apito da chegada
Me enchia de emoção
Vendo o comboio passar
Até o último
vagão.
As
belezas naturais
Orgulho de sua gente
Ali a mata atlântica
Ainda se faz presente
Da fonte brota o líquido
Que forma o rio corrente.
De
um lado a cana-de-açúcar
O fumo e o cafezal
Do outro o algodão
A pecuária e o sisal
Lá na gruta Bananeiras
Forma o núcleo central
Bananeiras
teu passado
Justifica o presente
Muitos heróis já
partiram
Mas plantaram a semente
Que cresce alicerçada
Na força de tua gente.
Bananeiras,
hoje oferece
Estudo de qualidade
Deu mais saber ao povo
E mais vida à cidade
Todos saíram ganhando
Com sua Universidade.
Autor:
Edisio Araújo
Região Nordeste
Do meio-norte ao agreste
Da zona da mata ao sertão
Essas subdivisões
Formam a minha região.
Formada
por nove estados
Digo com imensa alegria
O Maranhão, lá
no norte
E ao sul, a nossa Bahia.
Limitando-se
com o Maranhão
Temos o estado do Piauí
Seguido pelo Ceará
De Chico Anísio e Didi.
E
o Rio Grande do Norte
Ao lado do Ceará,
Tendo a Paraíba ao
sul
Com Pernambuco a limitar.
Tem
o pequeno Sergipe
Ao sul de Alagoas
Em todos, a vida persiste
Povoados por gentes boas.
A
chapada das Mangabeiras
Situada nessa região
Com 804 metros
É orgulho do Maranhão.
Sua
capital é São
Luís
Em 1912 foi fundado.
Se orgulha do Rio Tocantins
E de um povo animado.
Como
esquecer do Piauí!
De bandeira verde-amarela
Com sua estrela branca
De Serra Grande tão
bela.
Seus
terrenos arenosos
Próximos ao litoral
Ao centro, vários rios
Paranaíba e São
Nicolau.
O
Estado do Ceará
De capital Fortaleza
Mostrando que cultura
É sinônimo de
riqueza.
Ao
norte, Jericoacoara;
Ao sul, Juazeiro do Norte,
Do padim pade ciço
E povo de fé e sorte.
De
planícies litorâneas
Rio Grande do Norte está
ali.
Com a Serra do Coqueiro
De rios Mossoró e Apodi.
O
Porto Paramirim
De transporte naval
Situado em Natal
Sua exuberante Capital.
O
Estado da Paraíba
Também nome de rio
Com os mangues do litoral
Enriquecendo este Brasil.
Lá
o Sol nasce primeiro
Na praia da Ponta do Seixas
É o ponto extremo-leste
América do Sul não
se queixa.
O
Estado de Pernambuco
Localizado no centro-leste,
Tem zona da mata e caatinga
Sertão e também
agreste.
O
Estado de Alagoas
Situado no meio-sul,
Tem a Serra Santa Cruz
É banhado por Mundaú.
O Estado de Sergipe
Por cinco rios é banhado.
Cada um está na bandeira
Por uma estrela representado.
Banhado
pelo “Velho Chico”
Também por Vaza-Barris
Fazendo dos sergipanos
Um povo muito feliz.
O
Estado da Bahia
De Jorge Amado e Caetano
Foi uma das Capitanias
É hospitaleiro o povo
baiano.
Salvador
foi capital do país
Hoje, só do estado.
Tem o elevador Lacerda
Cartão-Postal do Estado.
Na
moqueca: o peixe é
brasileiro
O dendê veio da África,
Mas a técnica é
portuguesa,
E a cebola é asiática.
De
Chapada Diamantina
E Rio Paraguaçu
Tem a cidade de Itanhém,
Localizada no extremo-sul.
Itanhém
é pedra oca
Na língua Tupi-Guarani.
Tem o Rio Água Preta
Feliz poetizei aqui.
Falei
alegremente
Da minha região
De mangues e litorais
Orgulho da nação.
Com
seus nove estados
Num deles surgiu o Brasil.
Que diziam ser descoberto,
Mas que alguém nos
invadiu.
Sou
feliz por ser brasileiro
Não sei o meu destino.
Não tenho vergonha
de habitar
Em território nordestino.
Em
toda parte do mundo
Há progressos e dificuldades
O Nordeste tem riquezas
Em suas diversidades.
Sua
cultura é riquíssima
Música, Folclores e
Literatura,
É um povo inteligente
No artesanato e na pintura.
Autor:
Gilvânio Correia de
Oliveira
São Paulo
Cidade
que amanhece
Sob o céu pardacento
A poluição trafega
Mas o sol aparece
Sorri, e nos aquece...
São
Paulo que cresce
São Paulo que se agita
Cidade que não dorme
Chora, ri e grita
As
aves que cantam
Nas copas das árvores,
Os silvos do Bem-te-vi,
Os trinados do sabiá,
E mais aves esvoaçavam
Gorjeiam pra lá e pra
cá
Cidade
de todos os credos
Respira por todos os poros
Metrópole cheia de
histórias!
Povo oriundo
De todos os cantos do mundo
Mescla-se aos paulistanos
Cidade
dos contrastes
Cresceu vertiginosamente
É a maior do Brasil
É uma cidade imponente!
Padre
Anchieta é seu patrono
Ergueu orgulhoso a bandeira,
Sendo um dos fundadores
E inspiradores
Da cultura brasileira
Com
sua força então,
A partir,
Dum humilde barracão
Do topo da Serra do Mar
Foi desbravado este chão
Seu
povo perseverante
fez da pequena São
Paulo
Uma cidade gigante!
Autor:
Isabel Correia da Silva e
Sousa
Araguaia
Araguaia
querido
querido não tem igual
essa beleza exuberante
até parece o pantanal.
Tartarugas
e tracajá
aqui temos para valer
mas com a pesca descontrolada
não podemos mais ver.
Dentro
de sua profundeza
temos peixes de qualidade
se não tiver uma fiscalização
vai acabar a quantidade.
Esses
peixes e essas praias
são uma tentação
trazendo gente de longe
para curtir a região.
Quando
é mês de julho
com a temporada de verão
vêm muitas pessoas
de fora, para curtir com animação.
Essas
praias são muitas belas
para ficar no anonimato
vamos divulgar nossa região
para curtir a natureza
e matar a saudade.
Autor:
Ilma Lima da Silva
Nordestinos
Lampião
com um revólver parabelo
E um rifle papo-amarelo
Foi valente cangaceiro
Governador do sertão.
Conselheiro,
fundador de Belo Monte
Terra é cuscuz, leite
é fonte!
Por querer e sem saber
Promoveu reforma agrária
como o MST.
E
Zumbi, quilombola de verdade
Fez justiça e liberdade
Com berimbal e facão
Esvaziou as senzalas
venceu a escravidão.
Paulo
Freire, mais que revolucionou,
Advogado e professor
Com sua Pedagogia
Em menos de 30 dias
O povo alfabetizou.
Meu
avô, branco de cabelo
crespo
Foi vaqueiro, sapateiro
Bom cidadão catingueiro
Na peleja com o poder
Nunca votou de cabresto.
Autor:
Ademir Santana Silva
Seca Rotina
Seca,
monstro sem coração
Calor que consome o sertão
Sertanejo de corpo suado
Como burro no arado
A água, no solo, vira
torrão
E nos olhos turbilhão.
O sol que aquece o frio
Não preenche o vazio
Do sertanejo sem fervor
Que por sua terra tem amor.
Vem então a ajuda “federal”
A esmola informal
Pela injustiça social
Cumprindo assim o ritual
De igualar homens e animais
No país dos grandes
mananciais.
Quem será o culpado?
Políticos, Deus ou
o diabo?
Ou será a ignorância
e a apatia?
O certo é a eterna
agonia.
Autor:
Welhitom Florentino Leal
|