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Poemas e Poesias de Dedicatórias.

À Lua Espacial

Tanto sol no céu azul jamais vi!

de repente uma lua aparece,

nimbada de arco-íris

vem espalhando milhares de pétalas

desconhecendo a distância

acerta setas no coração

de quem a espera e abraça

do céu chega uma Poeta!

As fadas murmuram presságios,

enquanto pouco a pouco desce

as árvores estendem os braços

desejosas de ampará-la

… mas ela não concebe fronteiras

e espalha a sua etérea poeira,

do arco íris,

no coração de quem queira

ser sua feliz companheira
Autor: Maria Petronilho


Dia Mundial da Criança

Neste meu dia

sento-me à sombra

quero ficar comigo

sonhando um passarinho

que vem brincar comigo

na relva molhada

a árvore protege-nos

entre raízes e ramos

e nós conversamos

enquanto longe

palram palhaços,

sobem balões

meninos riem

fazem excursões

deixá-lo!

Aqui nós dois

eu e pássaro

trocamos ideias

embrulhados em nuvens,

ternura e

recordações.
Autor: Maria Petronilho


Asa de Lua

Que essa asa de lua

que me saúda e que passa

para se encontrar com a tua

na manhã que recomeça

nos traga da paz a esp'rança

leve longe a ameaça

que sobre todos nós paira

que Deus ilumine os sonhos

dos Senhores da Desgraça

ilumine as suas almas

como essa asa de lua

que no céu luz e perpassa

lhes traga de novo à mente

os seus sopinhos de criança.
Autor: Maria Petronilho


Zelisa, minha guerreira!

Que tantas forças me deste…

Porque foi que me deixaste

Em lágrimas, mãos estendidas

Como querendo alcançar-te?

Tu, as armas arrumaste

Sigo agora tão sozinha!

Bem sabes, sou pequenina

Frágeis as asas de pomba

Com que a tremer te seguia

Semeando amor na terra

Agora, de onde estiveres,

Se caída me avistares

Avisa-me ainda, guerreira,

Pois luz tanto a tua estrela

Espanta o silêncio na treva!

Até logo, companheira!
Autor: Maria Petronilho


Isadora, Grávida

Isadora

vai segura

da sua graça

Nos olhos felizes

passa

uma ansiada

ternura

No sorriso

tem a graça

de mãe breve

Isadora

coloca a mão

na barriga

sente o volume

da filha

que na alma

já abraça

Isadora

vive a graça

deste momento

... que passa
Autor: Maria Petronilho


CONFORTO PARA TUA ALMA

O momento trás a tristeza

A dor intransponível que a morte causa

A passagem de uma amada e querida irmã Neusa

Que se despede deixando lembranças

Repassadas no livro da vida

Recordações ainda menina de nós duas

Vestem o peito...

As lembranças choram

Um filme vai passando

Recolhendo as rosas do caminho...

A família a um jazigo recolhida

Trás o exaspero da solidão

O medo é sôfrego diante da missão!

No coração habita

O Pai da vida em conforto de esperança

A ressurreição à certeza que nos abraça em força

Para o momento da longa espera

Até o reencontro dos nossos amados entes queridos

A fé é um ninho que abriga a alma

Onde a luz abre a cortina

Para que, anjos avistemos no sepulcro

E lá sabermos dorme na proteção de Deus!

Não chorem filhos meus

Se confortem que a hora é chegada

E um Pai não abandona os filhos teus

A morte é tão somente

O resgate da alma,

O pagamento dos nossos pecados

De uma herança amaldiçoada do passado

Que nos tornam livres para um novo paraíso

Onde não haverá lágrimas de sofrimento

Onde a poesia de Deus será pura e absoluta

Nos versos soprados de anjos poetas designados

O amor será certeza no coração do homem!

Não haverá mais dúvidas

Sobre o poder de Deus

Que somente espera nosso arrependimento

Ansiemos o dia da Paz

Porque ele virá na força da espada de um gigante guerreiro

Que derrubará o inimigo em seu anseio de guerras

E dores da matéria e do espírito deixando-nos vulneráveis.

Console-se na fé e teu conforto

Será uma alma amena de sofrimento.
Autor: Regilene Rodrigues Neves

QUEM É O POETA?

Dedicado ao Amigo e Poeta
AANDRADE JORGE

O poeta caminha só
Entre pedras, espinhos,
Desolado, sem destino!
Cabisbaixo se afasta...

A dor profunda fere
Estraçalha, maltrata!
Mas quem é o poeta?
Que se deixa abater...

É um ser, de alma sensível
Que vê beleza em tudo!
Sendo assim meu amigo,
Seque as lágrimas...

Transforme o sofrimento
Em orgia de alegria.
Seu sorriso, sua gloria,
Escreva...uma nova estória...
Autor(a): Nadir A D’Onofrio


Ao amigo - AMIZADE

Que despretensiosa

Um dia nasceu,

Num site de poesia.

Exalando perfume,

Na explosão das flores,

Desabrochou.

Foi plantinha frágil,

Galhos desajeitados.

Porém, regada com carinho,

Adubada com sinceridade.

Hoje, planta robusta!

Desafia intempéries,

Enfrenta tempestades,

Ventos fortes, granizo.

Na aparente tristeza,

Oculta uma fortaleza...
Autor: Nadir A D’Onofrio


Estrela bendita!

Também abrigo na alma

Aquela estrela que sentes

de fantástica pureza

Fulge amizade e beleza

pelos rumos desta vida

indica-nos o caminho

da verdade e da poesia!
Autor: Maria Petronilho


SACERDOTISA

Nascente que brota poesia

Fonte que não secará jamais.

Os deuses não pemitiriam,

Tamanha injustiça!

Pois a poesia, retrata a natureza,

Obra prima do Grande Escultor,

E sua excelsa hierarquia.

Da qual Deth Haak, grande poetisa,

Honra o mais alto grau, sacerdotisa...
Autor: Nadir A D'Onofrio


CABOCLA AO LUAR

Morena cor do pecado

Agredida pela solidão!

Tem no mar o amigo,

Confidente da sua imaginação...

Onde estará seu amor?

Que para o mar não saiu,

A prova, o barco ali atracado!

Sozinho, sem o pescador...

Homem forte arrojado

Nunca soube o que é temor!

Indagações feitas em pranto,

Palavras calaram o canto.

Ontem a cabocla ao luar

Feliz, amou, expôs seu encanto!

Hoje tristeza e pesar

Lágrimas pelo rosto a deslizar...
Autor: Nadir A D'Onofrio


Ao Mestre, com Carinho

Devo-te o pouco que sou

todo o meu pequeno céu

todo o bem que me calhou

e trago sempre comigo

tua extrema paciência

despertando a inteligência

com dedicado carinho

abriste-me o caminho

que seria o meu futuro

e quando nos encontramos

e quando nos abraçamos

sentimos a ternura imensa

que o tempo não apagou!
Autor: Maria Petronilho


Para Minha Mãe, olhando seu Retrato

Mãe,

De onde te veio esse sorriso

Na precariedade e no sofrimento?

Com que olhares me criavas?

Que de mim esperarias?

De onde a força que levavas

Na vida-breve, tormento?

Como pudeste prosseguir sabendo

Que nada além de maior dor te esperava,

Que nunca me criarias, como dizias,

e eu sabia que sabias?

Tanto lias... mas porque bordavas

E como Penélope tecias infinitas rendas

Por um Ulisses que não merecia as prendas

Dessas mãos imaculadas

Tão finas, de unhas cuidadas,

Mãos de menina que eras,

Que menina findarias?

Olhando o teu olhar estremeço

De orgulho. E se me vejo no espelho

No meu olhar vejo o nosso

Mãe coragem, atravesso

As altas chamas do mundo

E como tu vou cantando

O Fado que, nos calhando,

Na nossa voz reconheço.

E de coragem recobro

No pouco de ti que lembro

Vamos, na vida e na morte, sorrindo!
Autor: Maria Petronilho


Querida fada das letras

Venho pelos espaços

Trazendo nos braços louros e flores!

Venho ao Bosque de sonho

Onde esqueço tudo

Aqui, és musa e o teu poema se faz voz!

Brilho de estrela, fluente palavra,

Rima ligeira, emoção profunda…

Entro na dourada bruma

E perco-me de mim!

Sigo a voz dos teus pensamentos

Que tanto ecoam nos meus!

Lembro o afecto reflectido nos teus olhos,

E a verdade do teu Ser

Poetisa, amiga e mulher!
Autor: Maria Petronilho


VERTENTE ESMERALDA

Lágrimas translúcidas

fluem da vertente, esmeralda

Maltratada, desprovida de cuidados.

Esquece o senhor absoluto

Inquisidor sem tribunal

Que a sede é atroz

Atente!

Zele da sua nascente, mulher amada!

Ou alguém ... o fará de vez...
Autor: Nadir A D’Onofrio



 

 

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