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Andar
de bicicleta sozinho
quero
te tornar presente no meu
mundo
quero te fazer brilhar lá
no fundo
quero te fazer rir
quero te dar meu amor vagabundo
quero fazer com você
de tudo
quero apertar seu nariz
andar ao mesmo tempo,
marcando o seu passo
bater na sua porta
trazendo seu jornal
cheirar o mesmo cheiro
agir no mesmo ato
no café da manhã
o mesmo cereal
quero ser aprendiz
viajar com você
saber o que tu sabes
enxergar o que vês
brigue um pouco comigo
me deixe de castigo
mas me diga o que fazer
me torne um homem melhor
deixe eu pentear seu cabelo
é tanta insegurança,
acho que nem sei falar
tenho medo do escuro e de
ficar sozinho
apesar dos anos, ainda sou
um garotinho
me ensine a voar
e a andar de bicicleta sozinho.
André Ferreira
Erros
Erros
passam entre os vão
dos dedos
Cortam os pulsos
Sangram em nossa alma
Se acompanhados de arrependimento...
Erros bagunçam a razão
Ferem a emoção
Se escondem em um peito de
pedra
Ou em um coração
inflável que facilmente
explode!
Erros
são fatos incertos
São espaços
não preenchidos
Vazios repletos de incerteza.
Erros que não voltam
atrás
Erros que se repetem
Corrigidos ou perdoados
Retomados ou apagados
Erros: uma feitura incalculada
!
Autor: Ana Julia Artur Bolato
Insegurança
Sinto que não estou
a altura
como se eu fosse perder o
conquistado
procuro motivo, uso o imaginado
vêm sua voz e me cura
Talvez
seja o medo de não
te ter ao lado
mas minha insegurança
me consome
e quando sinto seu cheiro
some
em seus braços sinto-me
colado
Domingos
de agonia me entristecem
porém antes da segunda
chegar
Vem seu beijo pra me salvar.
Autor: Arthur Verona Fontes
Maldito ciúmes
Maldito ciúmes... parceiro
do medo
Grãos de areia ao vento
Sujeito ativo da insegurança
Maldito ciúmes... sepultura
do amor
Chama que arde, dilacera e
alastra
Caminho estreito da loucura
Maldito ciúmes ...alimento
contaminado!
Maldito ciúmes...gosto
amargo do amor!
Autor: Rozeli Mesquita
Noites de Insônia
No
meio da insônia acordo
no passado imagino deusas
encantadas
pedindo pra readormecer
uma pobre múmia desenrolada
pobre
múmia desenrolada
que em uma história
sem fim
fora condenada a eterna escravidão
escravo de si escravo sim
do seu próprio ser
da sua própria imaginação
no
meio da insônia acordo
na escuridão vejo sombras
indignadas
pedindo pra libertar
uma pobre cobaia amordaçada
pobre
cobaia amordaçada
que presa a um destino cruel
por ela mesmo traçado
vai seguindo o seu papel
em lentos passos marcados
no
meio da insônia acordo
no silêncio ouço
vozes desesperadas
pedindo pra acordar
um pobre diabo a delirar
no meio da insônia acordo
Autor: Lunetta
Insegurança
Tão elementar
Quanto ficar sozinho
Misturando as cores dos lapsos
dessas crenças infundadas
Abstendo as últimas
canções abertas
Comendo os dedos de garotos
envelhecidos
E fazendo do trapézio
rechaçado da vergonha
Uma diversão
E nesse existencialismo
Não morra nem tente
observar as cálidas
contorções dos
vermes debaixo da sua pele
Exemplo desmitificado
A última chance de
respirar para alguém
Enquanto alguma entidade clama
por uma garrafa de vida escaldante
Pagando pelo preço
A infelicidade do nome das
crianças sem os seus
anéis de diamante
Derramam as vontades extracurriculares
A pele caiu, os olhos murcharam
e o medo de ser sozinho aparece
A excentricidade da coisa
Exibida em um colapso benigno
das vozes nos vidros rachados
Mostraram além do mar
Os rejeitos pós preto
e branco do sentimentalismo
Voltando para a casa a pele
escureceu um menino
Assustando as cinzas que se
chocavam contra as pedras
falantes
Seus viveiros de víboras
cantantes
E cavalos sorridentes ao relento
da sua alma perturbada
Mais uma vez, por mim e por
ele nos cachos dessas mentiras
embelezadas
O preço a pagar é
maior que o seu medo de perder
as coisas
Até mesmo de ficar
sozinho no escuro celeste
E agonizar até que
a verdade insegura apareça.
Autor:
Carbon Kid
Morrendo não como Peixes,
mas como Um Nada!
Fazendo menção
desta imersão
A possibilidade do invisível
Caráter demonstrativo
da figura imaginaria
Retorce os pensamentos e conclui
Incredulamente nesta verdade
tão falsa que se arrepende
de tanto desgosto pela vida
Como posso chorar e pensar
tão insanamente,
Se não (?) tenho coragem
de pular de inúmeros
andares
Ou tomar o líquido
roxo deste frasco fresco?
Inseguro e enojado
As constelações
de pirâmides desmoronam
E a fome de estar sendo retribuído
e amado
É o pouco que restou
deste sentimento que já
causou tanta (in) satisfação...
Mas isto
Não há necessidade
que você saiba
Pois as coisas mudaram lá
dentro
E as facas estão cada
vez mais perto dos pulsos.
Autor:
Carbon Kid
Insegurança
Insegurança, é
medo de amar
Intranquilidade, medo de arriscar
Obsessão, aquilo porque
lutamos
Teimosia, não querer
ver a realidade
O Amor não teme nada
Vai em frente
Mesmo que a insegurança
exista
Caminha sem rumo, mas insiste
Só assim se alimenta
o Amor
Ser-se inseguro é não
querer ser amado
É voltar as costas
à felicidade
O Amor e a Insegurança
repelem-se.
Autor
Desconhecido
Tenho
Medo
Tenho
medo
A cada dia, a cada hora
Que passa
Sinto a vida a afastar-se
de mim
O pesadelo voltou
A insegurança instalou-se
de novo
Não sei que fazer
Sinto o corpo tremer
Pensamentos maus
Invadem de novo a minha mente
E eis que chega o momento
De pensar de refletir
Onde foi que errei
E tentar reparar esses erros
Pensar no que de bom aconteceu
As alegrias que a vida me
deu
E sonhar
Porque de sonhos vive o homem
E só com alegrias
Se consegue levar a vida em
frente.
Autor
Desconhecido
Muita
Insegurança
Neste
momento já vivemos
A maior insegurança
A qualquer momento morremos
Por falta de segurança
Que esperança já
temos
Defendermos com uma lança
É o que hoje podemos!
Autor Desconhecido
Dúvidas
Ser
ou não ser?
Continuar ou parar?
Sobreviver ou morrer?
Continuar ou estancar?
Deixar passar ou entravar?
Gastar ou reter?
Falar ou se calar?
Ser ou deixar de ser...
Autor:
José Infante Néto
Natural
Se me vejo perturbada
É porque não
me acho
Não caibo em mim
Inconstante consciente
Ciente da carência
Sentimental
Da confusão sexual
Que atravessa
Meu eu
É que me sinto estranha
Dentro de mim
Tantos desejos
Contidos
Mantidos constrangidos
Como se o sentir
Não fosse característica
humana
Tão natural
Autor
Desconhecido
Seguro
da insegurança
Torres vigiam a casa assombrada
onde perpetuam marginais e
abstractas letras
de uma desconhecida liberdade.
A canalha... aproxima-se
verberando
abstrações concretas.
No alto da torre seguem os
carros pretos
chapeados com proteções
e blindagens.
Blindaram os corações
para recolher os protestos.
Não! Os protestos não
chegam às torres…
Aparam os ouvidos,
com guardanapos ao tiracolo,
e vestem camuflados para vigiarem
o solo.
Para manterem a forma exercitam-se
encolhendo os ombros
e olhando de soslaio.
A segurança mantém
asseguradas
as palavras contrárias
e perseguem quem se oponha
à segurança!
Se lhes virar as costas dirão
que sou poeta…
Dispararam às cegas
e atingiram um colibri...
Do mar saltam alforrecas e
camarões!
Os moribundos mascam, agora,
folhas de coca
A segurança contra-ataca
com a segurança dos
narcóticos
Do deserto partiram legiões
imprecisas de escorpiões.
Dizem que um bando de loucos
se escondeu numa toca
Toca docemente um violino
cego
E ouve-se uma canção
de embalar:
- Que será de ti meu
menino
Se o povo não se revoltar
Corre um vento forte.
Ouvem gritos!
Se virar as costas
dirão que não
sou poeta…
Autor:
Rogério Martins Simões
Insegurança
Espeto para defender-me e
chamar atenção
Exalo perfume para tirar a
direção.
Desabrocho nas pétalas
Para virar admiração.
Mudo de cores as vezes
Para enfeitiçar.
Embriago sempre!
Não tenho medo do meu
esplendor.
Faço-me presente em
todas as situações.
Sou de várias formas
sou formosa.
Quem a mim ganha em buque
fica
Todo prosa.
Sei que sou linda extravagante,
Sou alvo principal dos casais
namorados e amantes.
Uma coisa todos precisam entender.
Ainda sou o presente para
muitos florescer.
Dês do momento do nascer
até o morrer,
Somos nós as flores,
Que todos se colocam a escolher.
Sempre marcaremos os caminhos
da vida.
Do início ao fim!
Autor
Desconhecido
Insegurança
As palavras que digo
Não sei se falo
Só sei que penso
Na timidez a afrontar
Meu ímpeto
Desmantelado no seu sorriso
Ruborizando minha face
Que arde ao toque sutil
Dos teus lábios
Suplicando um beijo
Fluindo no desejo
Aquecendo meu coração
Fazendo-me sublimar
Saber o que fazer
Saber o que dizer
Nas palavras trôpegas
Que estou pronto
Finalmente seguro
Sair de cima do muro
Para, sempre te amar...
Autor:
Gerson F. Filho
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