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Poemas e Poesias sobre Ódio.

O sentimento do avesso

Por te querer tanto
não mais te quero
Por me fazer pranto
não mais espero
Por te querer encanto
não mais me espanto
Meu sentimento é avesso
verso e reverso
acolhimento e arremeço
os dois lados da mesma moeda
amor e ódio no mesmo endereço
Te quero aqui
te quero distante
te recebo em meu leito
te vejo errante
Aconchegada ao teu peito
te desejo amante
não te quero livre e saltitante
te almejo preso ao meu regaço
te encontro no tempo de um abraço
Vá embora
Fique aqui
Não demora
Saia de mim
Autor: Úrsula de Almeida Vairo

Punição

Ser amado, em meu caso, não faz bem ao ego;
esse afago me arranha e causa desencanto;
seu abraço é de cruz e seu beijo tem prego,
e me punem se falta resposta pra tanto...

Quando choro em silêncio lamento o seu pranto;
ser amado, em meu caso, é ficar tonto e cego,
pois me fere não ter o propício acalanto
para dar a quem devo, a paixão que sonego...

Gostaria de achar, bem profundo em meu ser,
o calor com que desse pra corresponder
ao amor que me amarra, exagera e faz cena...

Bem querer nuclear, coação instintiva
de quem morre por mim, pra cuidar que não viva;
ser amado, em meu caso, é cumprir uma pena...
Autor: Demétrio Sena

Uma última de amor

Difícil descrever
O quanto dói escrever
Sobre uma eternidade que não pode ser.

Machuca falar
Palavras duras com seu olhar...
Traz-me vontade de chorar...

Triste ruir,
No primeiro obstáculo cair.
E do meu sonho desistir.

Acabou.
Traz me paz, traz me dor,
Que sua inércia não te faça sofrer
Mas do que tenha para aprender.

Ainda te amo, porém
Não mais estou ao seu dispor...
Pra ti mil juras de ódio...
E uma última de amor.
Autor: Luan Mordegane Pupo

O olho, o leão e o sangue

Esses malditos olhos,
Eram aqueles velhos olhos
Eram como estrelas,
Agora nem mais brilho tem
Foram apagados pelo ódio
Isso se existia brilho
Por baixo de todas essas máscaras,
Malditas máscaras

Uma é a mais cruel,
A máscara de leão
O que tem por baixo da máscara de leão?
O medo d enfrentar seus problemas?
De agir por si mesma?
De corresponder ao amor puro?
De não agradar terceiros?
De dizer a verdade?

Maldito Leão
Lhe cravo esta estaca agora
Para que sinta a mesma dor que senti
Para que saiba o é que fazer alguem sofrer
Dou-lhe as costas
E deixo seu sangue escorrer
Sinta a estaca
A mesma que me fez morrer.
Autor: Gabriel Moon

Ódio

O que me prendia no medo
Era mais forte que eu
Tão sujo e fraco
Mas, não podia ser..

Ódio
Esse sentimento
Que a tanto tempo cultivava
E só agora percebia

O ódio do que me fez sofrer
Era tão forte
Não apenas raiva
Ao contrario

A raiva eu podia liberar
Mas aquele sentimento frio, não
Sentimento que me fez lembrar
Algo que nem eu podia aguentar

Não era o passado
Tudo acontecia agora
Ele faz meus amores sofrer
Ele me faz sofrer

Aquele sentimento me tomou
O desejo de vingança
Agora era impossivel
De deter

Então agora podia ver
Eu era meu proprio medo
Não queria me libertar do ódio
Não queria me libertar, de mim mesma

Mas, o que mais podia fazer?
Já estou em delírio
Não sei o que digo
Já é tarde
Autor: Julia w.

Pio Pessimista

Um, dois, dez, quatro ou trezentos...
Não há porque falar de árvores, tortas ou do sol!
Se parecemos morrer a todo instante comprando substituição de sofrimento

Há tantos desastres acontecendo ao mesmo tempo
Que estamos a trilhões de graus fúteis acima da vida
E nem percebemos!

Houve tanto rancor e calúnia contra os primogênitos da vida
Que hoje a verdade não passa de estória recontada
Encantada a quem convier mais... $$$!

Faróis queimando os olhos
E as veias lotadas de infortúnios coloridos

A sensação de secar até que a vida recomece
E outra catástrofe atrofiando a sua mente

Tão cegos e otimistas!
Rastejando em buracos lamacentos
Com a boca cheia de petróleo ou serragem de desmatamentos

Alguém lhe fará sofrer
Mas o açúcar ou a gordura que entope a sua veia
Causa-lhe desmaios na realidade
E permite assistir outra calamidade nessa vitrine deturpada

Transgrediram o futuro
Vendendo para as crianças
Estas armas infrutíferas
Enclausuras sem inocência
Torpes em decadência

Circular e despencando
No globo produz o foco da desgraça
Os transeuntes e seus costumes...
A brilhar enquanto apenas queimam outras vidas para celebrar a um nada existencial e descartável!
Autor: Carbon Kid

Amarras da minha vida

Essas amarras congênitas...
Algo que nunca me agradou,
Essas amarras congênitas...
Será que um dia alguém se livrou?

Elas nunca me incomodaram demais,
Mas o suficiente pra odiá-las,
Suprimiram minha liberdade, está escrito nos anais.
Será que é algo que não me deixará jamais?

Elas devem passar a sensação de poder,
Além da típica proteção,
Não percebem como fazem mal ao meu ser...
Essas amarras me aproximam da solidão...
Autor: Luan Mordegane Pupo

Poesia do ódio

Ressuscitar lembranças
Mortas
Acordar no escuro
Sufocante
e ouvir vozes do
silencio
Não são o aviso
Que deve
Partir
As palavras podem ser
Roubada

e simplesmente há
e NÂO Há
poemas de amor o suficiente
Os poemas de ódio
Sã recitados
pelas vozes do silencio
Não podem ser
traduzidos.
Autor Desconhecido

Ódio

Ainda ofereço este ódio
Que se alimenta da inveja e do ciúme
Da ganância e do poder
Que macera sobre fracos e inúteis
Ri do sucesso e do fracasso
e reina absoluto no tempo

um ódio total,
solícito, voluntarioso e polido,
cínico e exuberante,
com elegância faz as guerras e dizima pela fome,
que, em nome de Deus, pune, mata e destrói,
timoneiro único, em seu barco de chamas, navega os corações

um ódio que elimina obstáculos e é espelho maior
um ódio eterno que se disfarça em glórias e orações,
penitências, óbolos, ladainhas e procissões
que surge lentamente, lentamente, lentamente
para aflorar como um vulcão impiedoso e destruidor
derrotando sentidos, sentimentos, esperanças e pulsações

ofereço pois a quem nunca estendeu a mão
a quem ofendido não perdoou
agredido não esqueceu
esquecido não lembrou
a quem a inveja e a calúnia foram santos no altar
a quem a morte é o momento de saber que não viveu
Autor Desconhecido

Ódio


Ódio por Ele? Não... Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto,

Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Com um soturno e enorme Campo Santo!

Nunca mais o amar já é bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!

Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda!
Ódio por Ele? Não... não vale a pena...
Autor: Florbela Espanca

Grande é o Ódio

Grande e dourado, amigos, é o ódio.
Tudo o que é grande e dourado
vem do ódio.
O tempo é ódio.

Dizem que Deus se odiava em ato,
que se odiava com a força
dos infinitos leões azuis
do cosmos;
que se odiava
para existir.

Nascem, do ódio, mundos,
óleos perfeitíssimos, revoluções,
tabacos excelentes.

Quando alguém sonha que nos odeia, apenas,
dentro do sonho de uma pessoa que nos ama,
já vivemos no ódio perfeito.

Ninguém vacila, como no amor,
na hora do ódio.

O ódio é a única prova indubitável
da existência.
Autor Desconhecido

Fim do Ódio

Mágica é a palavra soprada
Nos versos incertos do Poeta
Que até cantado o ódio é pateta
Mas mais que silêncio e nada

Se algum ódio ainda nos resta
Deixemos o silêncio cantar
Até a hora do Amor chegar
E o canto que o Amor empresta

Calei-me hoje e só cantarei
Para dizer que contente contigo
Hoje te posso chamar Amigo

Podes ser pedinte ou Rei
Que só com Amor te cantarei
Que ódio nunca mais digo!
Estou contente contigo pá!
Porreiro pá!
Autor Desconhecido


Ódio de Tu

Tu és um melão
O teu olhar ardente
O sorriso parece um balão
E o dente um pente.

Cheiras mal
Apetece-me beijar
Mas moras num curral
Não podemos namorar
Autor Desconhecido

Cartucheiras de ódio

Chora mãe, teus filhos
Que sem escolher religião
Comungaram maldição
Se perderam em caminhos.
Não esperes do céu sorrisos
Antes balas de canhão
Que sem esperarem razão
Nem mandarem avisos
Não os levam sozinhos.

Chora pai, teus irmãos
Que brincaram contigo
E na guerra sem razão
Fazem agora abrigos
Onde outrora se esconderam.
Ali, na rua do lado,
Morre agora um amigo
De outra religião.
Não merecia o castigo.

Chora avô, a mocidade
Que se entrega à tortura
Fazendo a vida escura
Escurecendo a cidade.
Será amor ou loucura
Que em eterna jura
Os leva à morte mais pura
Na sua mais pura idade
E o ódio, perdura.

Sangue, corpos destroçados
Retratos de infância rasgados
E ódio, nas cartucheiras.
Autor: Conchinha

Cantiga do Ódio

O amor de guardar ódios
agrada ao meu coração,
se o ódio guardar o amor
de servir a servidão.
Há-de sentir o meu ódio
quem o meu ódio mereça:
ó vida, cega-me os olhos
se não cumprir a promessa.
E venha a morte depois
fria como a luz dos astros:
que nos importa morrer
se não morrermos de rastros?
Autor: Carlos de Oliveira




 

 

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